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CONTEÚDOS CURRICULARES

CONTEÚDOS CURRICULARES

            No que concerne ao currículo, SACRISTAN (1996) assinala:


“O currículo tem que ser entendido [..] aquilo que é, na realidade, a cultura nas alas de aula, fica configurado em uma série de processos: as decisões prévias acerca do que se vai fazer no ensino, as tarefas acadêmicas reais que são desenvolvidas, a vida internadas salas de aula e os conteúdos se vinculam com o mundo exterior, as relações grupais, o uso e o aproveitamento de materiais, as práticas de avaliação, etc.”

            O artigo 26 da LDB sobre a educação básica ressalta que os currículos do Ensino Fundamental e o Ensino Médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura da economia e da clientela.

 
§ 1º - Os currículos devem abranger obrigatoriamente o estudo da lingua Portuguesa e da Matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da
realidade social e política, especialmente do Brasil.

§ 2° – O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos
diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural Ç dos alunos.

§ - A Educação Física integrada à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo sua prática facultativa ao aluno que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a 06 horas; maior de 30 anos; que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar estiver o lerigado a prática da Educação Física; amparado pelo decreto Lei nº 1044, de 21 de outubro de 1969; que tenha  prole.

§  4º – O ensino da pistøria do Brasil levara em conta as contribuiçoes das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e européia.

§ 5° – Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente,a partir do 6º ano, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição.

            Os conteúdos curriculares da Educação Básica observarão ainda as seguintes diretrizes:

·         A difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e a ordem democrática;

·         Consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento;

·         Orientação para o trabalho;

·         Promoção do desporto educacional e apoio às práticas educativas não formais;

            Entende-se que as práticas de linguagem são uma totalidade e que o sujeito expande sua capacidade de uso da linguagem e de reflexão sobre ela em situações significativas de interlocução. Desse modo as propostas didáticas de ensino da língua portuguesa devem organizar-se tomando o texto (oral ou escrito) como base de trabalho, considerando a diversidade de textos que circulam socialmente. Nessa perspectiva, propõe-se que as atividades sejam organizadas de maneira a tornar possível a análise crítica dos discursos para que o estudante possa identificar pontos de vista, valores e eventuais preconceitos e ideologias neles veiculados.

            O ensino da matemática constitui-se um referencial para a construção de uma prática que favoreça o acesso ao conhecimento matemático que possibilite de fato a inserção dos estudantes como cidadãos no mundo do trabalho, das relações sociais e da cultura. Os CBCs destacam que a Matemática está presente na vida de todas as pessoas, em situações em que é preciso, por exemplo, quantificar, calcular, localizar um objeto no espaço, ler gráficos e mapas, fazer previsões. Mostram que é fundamental superar a aprendizagem centrada em procedimentos mecânicos, indicando a resolução de problemas como ponto de partida da atividade matemática a ser desenvolvida em sala de aula.

            A Matemática também faz parte da vida das pessoas como criação humana, ao mostrar que ela tem sido desenvolvida para dar respostas às
necessidades e preocupações de diferentes culturas, em diferentes momentos
históricos, e aqui leva-se em conta a importância de se incorporar a este ensino os recursos das tecnologias da comunicação.

            Neste sentido, os propósitos definidos nos  CBCs de Matemática incorporam o estudo dos recursos estatísticos constituindo se em um bloco de conteúdos denominado tratamento de informação; indicam aspectos novos no estudo dos números e operações, privilegiando o desenvolvimento do sentido numérico e a compreensão de diferentes significados das operações; propõem novo enfoque para o tratamento da álgebra, apresentando a incorporada aos demais blocos de conteúdos,privilegiando o desenvolvimento do pensamento algébrico e não o exercício mecânico do cálculo; enfatizam a exploração do espaço, de suas representações e articulação entre a geometria plana e espacial; destacam a importância do desenvolvimento do pensamento indutivo e dedutivo e oferecem sugestões de como trabalhar com explicações,  argumentações e demonstrações; apresentam uma graduação de conteúdos do segundo para o terceiro ciclo, que contempla diferentes níveis de aprofundamento, evitando repetições; recomendam o uso de calculadora nas aulas de matemática.

Para o ensino de Historia os CBCs têm como pressuposto que o estudante pode aprender a realidade na sua diversidade e nas múltiplas dimensões temporais. Destacam os compromissos e as atitudes de indivíduos, de grupos e de povos na construção e na reconstrução das sociedades, propondo estudos das questões locais, regionais, nacionais e mundiais, das diferenças e semelhanças entre culturas, das mudanças e permanências no modo de viver, de pensar, de fazer  e das heranças legadas por gerações.
            Neste sentido, o ensino da história procura valorizar o intercâmbio de idéias, sugerindo a análise e interpretação de diferentes fontes e linguagens imagem, texto, objeto, música, etc., a comparação entre o presente e o passado e no estudo das representações.

O ensino da Geografia fundamenta-se numa abordagem teórica e metodológica que procura contemplar os principais avanços que ocorreram no interior dessa disciplina. Entre eles, destacam-se as contribuições dadas pela fenomenologia no surgimento de novas correntes teóricas do pensamento geográfico, as quais se convencionou chamar de Geografia Humanista e Geografia da Percepção, em abandonar as contribuições da geografia tradicional, de cunho positivista ou da Geografia Crítica, alicerçada no pensamento marxista, essas novas “geografias” permitem que os professores trabalhem as dimensões subjetivas do espaço geográfico e as representações simbólicas que os estudantes fazem dele.

Faz-se necessário que os estudantes percebam-se como atores na construção de paisagens e lugares; que possam compreender que essas paisagens e lugares resultam de múltiplas interações entre o trabalho social e a natureza, e que estão plenos de significados simbólicos decorrentes da afetividade nascida com eles.

Vale ressaltar que uma das grandes contribuições dadas pelas novas
correntes fenomenológicas da Geografia foi a de buscar explicar e compreender o espaço geográfico não somente como produto de forças econômicas ou de formas de adaptações entre o homem e a natureza, mas também a interferência dos fatores culturais.  

Em relação ao ensino das Ciências Naturais, os CBCs propõem conhecimentos em função de sua importância social, de seu significado para os estudantes e de sua relevância científico-tecnológica, organizando-os nos eixos temáticos “Vida e ambiente”, “Ser Humano e Saúde”, “Tecnologia e Sociedade”, “Terra e Universo”.

O ensino de Ciências deve proporcionar aos estudantes o desenvolvimento de uma compreensão do mundo que lhes dê condições de continuamente colher e processar informações, desenvolver sua comunicação,
avaliar situações, tomar decisões, ter atuação reflexiva e crítica no meio social que estiver inserido.

Neste sentido o desenvolvimento de atitudes e valores é fundamental no aprendizado de conceitos e de procedimentos. Desse modo é responsabilidade da  escola promover o questionamento, o debate e a investigação, visando o entendimento da ciência como construção histórica e como saber prático, superando as limitações do ensino passivo, fundado na memorização de definições e de classificações sem qualquer sentido para o estudante.

Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais e CBCs a Educação Física é a área do conhecimento que introduz e integra os estudantes na cultura corporal do movimento com finalidade de lazer, de expressão de sentimentos, afetos e emoções de manutenção e melhoria da saúde. Desse modo a Educação Física tem como princípio a inclusão, apontando para uma perspectiva metodológica de ensino e aprendizagem que busca o desenvolvimento da autonomia, da cooperação, da participação social e da afirmação de valores e princípios democráticos. Nesse sentido busca garantir a todos a possibilidade de usufruir de jogos, esportes, danças, lutas e ginástica em benefício do exercício csítico dcidadania.

Os Parâmetros Curriculales Nacionais e CBCs ,afirmam ainda que a Arte tem como objetivo levar as artes visuais, a dança, a música e o teatro para o interior da escola para que sejam aprendidos pelos estudantes. Assim os educandos poderão estabelecer relações entre seus trabalhos artísticos individuais, em grupos e a produção social de arte, realizado pelos artistas na sociedade no âmbito local, regional, nacional e internacional. A arte é apresentada como área de conhecimento que requer espaço e constância como todas as áreas do currículo escolar.

No que concerne à Língua Estrangeira é fundamental a aprendizagem de uma determinada língua, pois assim sendo há possibilidade de aumentar a percepção do estudante como ser humano e como cidadão. Por isso, ela vai centrar- se no engajamento discursivo do educando, ou seja, em sua capacidade de engajar a si mesrro e a outros no discurso, de modo a poder agir no mundo social. Para que isso seja possível é fundamental que o ensino de Língua Estrangeira seja balizado pela função social desse conhecimento na sociedade brasileira.

A literatura está conectada a atividade cultural e ao gosto artístico. Portanto, ler é expressar, é vivenciar o imaginário. A jijteratura possibilita aos estudantes a apreciação de diversas produções artísticas produzidas ao longo da história, além de estimular os educandos a elaborarem suas próprias produções.

            Em relação ao Ensino Religioso, ele será tratado em caráter interconfessional, resultante da diversidade de credo religioso existente no âmbito escolar.

            No que concerne aos Temas Transversais, eles serão trabalhados visando a problemática social em relação à ética, saúde, meio ambiente, pluralidade cultural, orientaão sexual, trabalho e consumo.

            Os Temas Transversais serão adaptados conforme as necessidades de cada região, localidade ou da escola.

            Os Temas Transversais abaixo citados estão incluídos nos Parâmetros Curriculares Nacionais.

 

 

 

 

 

 

 

TEMAS TRANSVERSAIS

 

Etica

            A questão central das preocupações éticas é a análise dos diversos valores presentes na sociedade, a problematização dos conflitos existentes nas relações humanas quando ambas as partes não dão conta de responder questões complexas que envolvem a moral e a afirmação de princípios que organizam as condutas dos sujeitos sociais. No âmbito escolar, o tema ética se encontra nas relações entre os agentes que constituem essa instituição, estudantes, professores, pais e toda a comunidade escolar, e também nos currículos, uma vez que o conhecimento não é neutro nem impermeável a valores de todo tipo.

            A proposta dos PCNs é que a ética — expressa na construção dos
princípios de respeito mútuo, justiça, diálogo e solidariedade — seja uma reflexão sobre as diversas atuações humanas e que a escola considere o convívio escolar como base para sua aprendizagem, não havendo descompasso entre “o que diz” e “o que faz”. Partindo dessa perspectiva, o tema transversal ética traz a proposta de  que depende de mais experiências de vida favoráveis do que de discursos e repressão. No convívio escolar, o estudante pode aprender a resolver conflitos em situações de diálogo, pode aprender a ser solidário ao ajudar e ao ser ajudado, pode aprender a ser democrático quanto tem oportunidade de dizer o que pensa, submeter suas ideais ao juízo dos demais e saber ouvir as idéias dos outros.
           

Saúde

            O nível de saúde das pessoas reflete a maneira como vivem, numa 
interação dinâmica entre potencialidades individuais e condições de vida. Não se pode compreender ou transformar a situação de um indivíduo ou de uma  comunidade sem levar em conta que ela é produzida nas relações com o meio físico, social e cultural. Falar de saúde implica em considerar por exemplo, a qualidade do ar que se respira, o consumismo desenfreado e a miséria, a degradação social e adesnutrição, formas de inserção das diferentes parcelas da população no mundo do e trabalho, estilos de vida pessoal.

            Atitudes favoráveis ou desfavoráveis à saúde são construídas desde a infância, pela identificação com valores observados em modelos externos ou em grupos de referência. A escola cumpre papel destacado na formação dos cidadãos para uma vida saudável, na medida em que o grau de escolaridade em si tem associação comprovada com o nível de saúde dos indivíduos e grupos populacionais. A explicitação da saúde como tema do currículo eleva a escola ao papel de formadora de protagonistas e não pacientes — capazes de valorizar a saúde, discernir, participar de decisões relativas à saúde individual e coletiva.
            Enfim, a formação do aluno para o exercício da cidadania compreende a motivação e a capacitação para o auto-cuidado, assim como a compreensão da saúde como direito e responsabilidade pessoal e social.

 
Orientação Sexual

           

            Em relação à orientação sexual os PCNs ressaltam que a escola trate a sexualidade como algo fundamental na vida das pessoas. Esta questão é ampla e polêmica, marcada pela história, pela cultura e pela evolução social.
            As crianças, adolescentes e jovens trazem noções e emoções sobre sexo, adquiridos em casa, em suas vivências e em suas relações pessoais, além do que recebem pelos meios de comunicação. A orientação sexual deve considerar este repertório e possibilitar reflexão e debate, para que os estudantes construam suas opiniões e façam suas escolhas.
            A escola não substitui nem concorre com a família, mas possibilita a discussão de diferentes pontos de vista associados à sexualidade, sem a imposição de valores. Em nenhuma situação cabe à escola julgar a educação que cada família oferece a seus filhos. Como um processo de intervenção pedagógica, tem por objetivo transmitir informações e problematizar questões relacionadas à sexualidade, incluindo posturas, crenças, tabus e valores a ela associados, sem invadir a intimidade nem direcionar o comportamento dos estudantes.


Meio Ambiente

            A ênfase que se dá ao trabalho com o tema meio ambiente é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos a decidir e a atuar na realidade sócio-ambiental de modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um da sociedade local e global. Neste sentido a escola deve trabalhar não apenas com informações e conceitos mas com a formação de atitudes e valores.

 

Trabalho e Consumo

            A finalidade deste tema é indicar como a educação escolar poderá contribuir para que os estudantes aprendam conteúdos significativos e desenvolvam as capacidades necessárias para atuar como cidadãos nas relações de trabalho e consumo.

            Os dilemas, incertezas e transformações do mundo do trabalho, a
desigualdade de acesso a bens e serviços e o consumismo fazem parte do cotidiano escolar. De forma implícita ou explícita, as práticas escolares são permeadas por  concepções, posicionamentos e valores sobre o trabalho e o consumo. Todos trazem imagens já construídas de valorização de profissões e tipos de trabalho, assim como sua tradução na posse ou não de objetos de “marcas” com alto valor simbólico. São questões que permeiam a dinâmica escolar, interferindo diretamente no ensino e na aprendizagem dos educandos.
            O tema trabalho e consumo considera questões centrais que envolvem
direitos já formulados em leis e que são objetos de mobilização contra as
O discriminações de gênero, raça e idade nas relações de trabalho, a defesa dos direitos especiais dos portadores de deficiência e a defesa dos direitos dos
consumidores.

Pluralidade Cultural

 
           
O Para vier democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar e valorizar a diversidade étnica e cultural que a constitui. A sociedade brasileira é marcada pela presença de diferentes etnias, grupos culturais, descendentes de imigrantes de diversas nacionalidades, religiões e línguas. Em relação à composição O populacional, as regiões brasileiras apresentam diferenças entre si. Cada região é marcada por características culturais próprias, assim como pela convivência interna de grupos diferenciados.

            A diversidade etnocultural tem sido alvo de preconceito e discriminação. Este preconceito tem permeado o âmbito escolar reproduzindo-se no seu interior. A desigualdade, que não se confunde com a diversidade, também está presente em nosso país como resultado da injustiça social, pois milhares de brasileiros vivem à margem da sociedade. Ambas posturas exigem ações efetivas de superação. Cabe à escola como local propício a reflexões, possibilitar aos educandos a aprendizagem de que o respeito, a liberdade e a diversidade são direitos de todo cidadão, devendo o mesmo respeitar o outro como parte da sociedade constituída historicamente pela diversidade.

 

 

 

 Ênfase Curricular

Ênfase Curricular é um dos recursos que a escola possui para organizar os currículos diversificados no ciclo ou série, visando atender as dificuldades de  aprendizagem e também subsidiará aqueles que apresentam interesses por áreas de conhecimentos específicos. 

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